sábado, 22 de dezembro de 2012


NATAL

Ano zero
Mês e dia zero
Menos 30 minutos
Menos 20, 10, 5...
De repente no deserto
Três magos olhavam para o céu
Naquela noite de dezembro
Centenas de constelações brilhavam
Trilhões de estrelas resplandeciam...
Em meio ao turbilhonamento cósmico
Vindo de esferas superiores
Uma luz viajava radiante
Pois era da terra
Especial amante
Amado amigo
Que veio inaugurar
O principio do amor
A exteriorização do coração
Encaminhando-nos para as culminâncias da luz
Em nome de Deus chegava – Jesus!

sexta-feira, 27 de julho de 2012


SONIA
 
Quando penso
Em você
Fico parado
Olhando desfocado
Respirando compassado e...
Para mim o tempo não passa!
Porque neste momento supremo
Na ânsia de te conter todinha
Meu bem – eu sei
Meu espírito voa...
E com certeza deve estar
Com você
Querendo seu corpo ocupar!
Porque mais perto
É impossível se achar!

sexta-feira, 18 de maio de 2012


FILHO DA CULPA
Ai! Filho da culpa
Fiel guardião do direito
Da razão que ao fazer justiça
Ataca decidido explicito
Condenando sem trégua
Os errantes...
Martelando sem mágoa
A consciência culpada
Que já não consegue mais
Pensar noutra coisa...
Não remorso.
Suicídio jamais!
Nada se cria
Nada se perde...
Talvez só o perdão
Anule essa recordação tão real
Talvez só o tempo, com a calma
E o trabalho levarão
Ao esquecimento
Talvez...

sexta-feira, 13 de abril de 2012


NIMBOS
Quando eu era criança
Olhava para o céu...
E via os nimbos
Como grandes flocos de algodão doce!
Hoje...
Vejo os nimbos
Como cogumelos atômicos!

quinta-feira, 5 de abril de 2012


CACHORRADA
Isto é uma campanha
A qual eu me propus
Porque ninguém estranha
Um nome não fazer jus

Temos que levantar a moral
Dos animais, que não tem nada a ver
A comparação que faz o pessoal
Difamando-os sem perceber

O que tem a ver o veado
Com o homossexual e a “bicha louca”?!
Pois então, livremos o coitado
Que a semelhança é muito pouca!

Infeliz a vaca e a galinha
Que não acredita quando escuta
Usarem seu nome coitadinha
Para xingar vagabunda e prostituta!

É sinônimo de ignorância
O burro, incansável trabalhador
Que nunca demonstrou insapiência
Ao nos servir com muito amor!

Enfim, não escapa da boca do homem
Nem mesmo seu melhor amigo
Pois chamam de cachorro, alguém
Sem vergonha como castigo!


ELEGÂNCIA

Simplesmente elegante
Naturalmente simples
Elegantemente natural
Eu queria te ver!...

Não se imponha, tente convencer
Que a beleza
É linda mais ainda
Sem querer!

Importante, para ser bela
Ter um ar de ausência!
Um não sei que
De triste evidência contente!

Por isso e por tudo mais
Não se pinte benzinho, nem se “empeteque”!
Que os artifícios e as tintas,
Só escondem o que há de mais bonito em você - você!

sexta-feira, 23 de março de 2012


METRÔ
Dezenas de pessoas
Mudas, caladas...
Sem gestos, nem sorriso
Nem nada!
- não!
Nem é velório
É o Metrô de São Paulo!

Aqui acontece
O avesso do contrário
A população cresce
Diretamente na proporção
Da solidão que nasce
Da popular ação
Da superpopulação!

Ninguém
Conhece ninguém
Se interessa e...
Ao saírem do trem
São Paulo e Paula
Que nunca mais
Se verão!

quarta-feira, 21 de março de 2012


RISO
Seu sorriso é esperto!
Transmite a profunda alegria
Que sua alma contém!
De perto
Contenho-me até dez
Para não querer beijá-lo...
E sentir sua risada
Dentro de mim!
Entrando em minha mente
Pela boca...
Morderia delicadamente seus lábios!
Assim como faço com os morangos
Sugando o mel de sua saliva
Como exilir que nutre
Meu carinho por ti!
Contento-me por enquanto
Em te fazer rir...
Mesmo que ele nasça
Pequeno sem graça
Que graça!
Não sorria muito perto de mim
Um dia perco a paciência
De não querer só admirá-lo
E posso perdê-lo!

domingo, 18 de março de 2012

                                                              Assista o Slide-Show Brilho da Alma (1)

ATENTO
Tem noites
Que perco o sono
...e me acho ao relento
Olhando estrelas
Esperando, atento...
Que talvez, sei lá
Um pé de vento
Bata em sua boca
E quem sabe
Eu ouça
Sua voz dizendo
Que gosta de mim
Suave...
Como perfume
De jasmim
Como o som
Do mar no caracol
Ressonando...
Cordas do pensamento
Nem que seja
Por um momento
Tenho amor, com sabor de vento!

sábado, 17 de março de 2012


URBANO
Não suporto ver
A verticalização crescente
Engolindo o horizonte
Deixando-o
Cada vez mais perto

A poluição
Encobrindo a natureza
Como um véu negro de luto
Deixando tudo cinza
Com esperanças cinza

Triste, olhar para o céu
Através das teias elétricas e
Vê-lo arranhado pelos arranha-céus
Rodeados de calçadas
Sufocando árvores e
Ruas enforcando calçadas

Enquanto nossos destinos
Estão sendo programados
Em computadores
Que ainda vão computar
Numerosas dores
Mas nunca, senti-las!

Aura

Tardam os tempos
Em que conquistaremos
O direito
De enxergar as auras!
Então os fortes,
Os justos, os nobres...
Assumirão as lideranças no planeta!
E não haverá mais mentiras,
Por que
Os sentimentos de cada ser
Estarão à mostra,
Evidenciando-os
Já pensou?!...