sexta-feira, 18 de maio de 2012


FILHO DA CULPA
Ai! Filho da culpa
Fiel guardião do direito
Da razão que ao fazer justiça
Ataca decidido explicito
Condenando sem trégua
Os errantes...
Martelando sem mágoa
A consciência culpada
Que já não consegue mais
Pensar noutra coisa...
Não remorso.
Suicídio jamais!
Nada se cria
Nada se perde...
Talvez só o perdão
Anule essa recordação tão real
Talvez só o tempo, com a calma
E o trabalho levarão
Ao esquecimento
Talvez...