EROSÃO
Como o verme parasita
A carne que o alimenta
Dizimando o verde do
planeta
Na maioria das vezes por
nada
Ou pelo ingênuo hábito da
coivara
Vem sendo por séculos
queimada
A nossa ex-verdejante
terra
Que sente a mesma dor de
ferida
Que ataca a carne e o
coração
Quando é cruelmente
corroída
Pelo processo da erosão
Que leva embora na
enxurrada
No vento, a camada rica de
húmus
Que demorou anos para se
formada
Em repetidos e sucessivos
acúmulos
Os mananciais vão se
assoreando
E o solo não mais segura a
água
Ocasionando secas, cheias,
inundando
Enquanto nós clamamos:
chega de mágoa!
Chega de tanto sofrer – de
ignorância
É urgente nos educarmos
ambientalmente
Que esta sociedade
consumista em ganância
Vai sucumbir pela boca
fatalmente
Aproximam-se os desertos
Por um erro, aliais
erosão!
O que veio do pó decerto
Que ao pó retornarão!

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