sexta-feira, 19 de outubro de 2018


EROSÃO


Como o verme parasita
A carne que o alimenta
Passa o homem pela vida
Dizimando o verde do planeta

Na maioria das vezes por nada
Ou pelo ingênuo hábito da coivara
Vem sendo por séculos queimada
A nossa ex-verdejante terra

Que sente a mesma dor de ferida
Que ataca a carne e o coração
Quando é cruelmente corroída
Pelo processo da erosão

Que leva embora na enxurrada
No vento, a camada rica de húmus
Que demorou anos para se formada
Em repetidos e sucessivos acúmulos

Os mananciais vão se assoreando
E o solo não mais segura a água
Ocasionando secas, cheias, inundando
Enquanto nós clamamos: chega de mágoa!

Chega de tanto sofrer – de ignorância
É urgente nos educarmos ambientalmente
Que esta sociedade consumista em ganância
Vai sucumbir pela boca fatalmente

Aproximam-se os desertos
Por um erro, aliais erosão!
O que veio do pó decerto
Que ao pó retornarão!

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